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Polícia Militar faz novas exigências e pode inviabilizar desfiles de blocos tradicionais do Carnaval de BH


A Polícia Militar de Minas Gerais resolveu exigir, para o Carnaval BH 2020, documentos que nunca requisitou aos blocos que utilizam trios elétricos em seus cortejos. A medida pode inviabilizar o desfile de diversos blocos como Tchanzinho Zona Norte, Juventude Bronzeada, Garotas Solteiras, Truck do Desejo, Daquele Jeito, Angola Janga e Alô, Abacaxi, entre outros.
Nota conjunta de vários blocos publicada nesta manhã desta segunda-feira, 17/02, diz que "em nenhum momento, nenhum dos órgãos públicos envolvidos exigiu o tipo de documentação que está sendo exigida agora, surpreendendo os blocos já no período carnavalesco". Os blocos alegam que não há tempo suficiente para adequação para os desfiles do Carnaval em Belo Horizonte.
Muitos caminhões usados no pré-carnaval 2020 foram os mesmos usados, e liberados, em 2019.
No domingo, vários blocos que desfilaram no pré-carnaval tiveram seus caminhões apreendidos e rebocados até o pátio do Detran. A Polícia Militar teria alegado que os carros de som só poderiam desfilar se no Renavam deles constasse a especificação de que são usados como "trio elétrico".
"Os dois caminhões que são usados por muitos blocos no Carnaval de BH, os mesmos usados no ano passado, não funcionam exatamente como trio elétrico, então nunca nos foi cobrada essa alteração no documento. O carro de som é um caminhão adaptado para isso, ele cumpre todas as exigências de fiscalização e de segurança", explica a advogada Laura Diniz, que também é integrante do bloco "Daquele Jeito".
A advogada vai entrar com um pedido de liminar na Justiça que autorize a circulação desses dois caminhões, como forma de evitar que desfiles já programados para acontecer – e que contariam com o apoio desses carros de som – precisem ser cancelados.
Daniel Ferreira, um dos organizadores dos blocos "Abre-te Sésamo" e "Pisa na Fulô", disse que a Polícia Militar nunca participou das reuniões de organização na Belotur para discutir as exigências. "Embora sejam carros adaptados, eles atendem a todas as exigências de um trio elétrico, atenção às redes elétricas, segurança”, explicou Daniel Ferreira.
De acordo com a advogada Laura Diniz, alterar a documentação dos carros de última hora custaria aos blocos cerca de 40% do valor do aluguel de cada caminhão – o menor custa R$ 9.500, e o maior R$ 12.000. Não apenas, não há também quaisquer recursos financeiros para a contratação de novos trios ou caminhões adaptados. 
"O que a gente espera agora é que não seja mantida essa exigência, que deveria ter sido feita com antecedência. Não temos tempo hábil para alterar a documentação, como também não temos em BH oferta de trios. Financeiramente, também não teríamos agora a condição de alugar um trio elétrico. Cada bloco já investiu todo seu caixa. Esperamos que os órgãos, a PM, a BHTrans, a Belotur e os bombeiros viabilizem os desfiles dos blocos que usarão esses carros”, afirmou Laura Diniz.
De acordo com os grupos responsáveis pelos blocos de Carnaval responsáveis pela contratação desses dois caminhões, todas as documentações desses dois carros já haviam sido repassadas aos órgãos competentes.


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